
Lovecraft nasceu e viveu quase toda sua vida em Providence, R.I. Teve uma vida simples do ponto de vista econômico, e de poucos amigos. Mas de uma correspondência espantosa, ao qual manifestava sua vida social contida. Ao longo destas correspondência e de seus escritos criou um conjunto de histórias ao qual foi denominada "Mitos de Cthulhu", parte mais significativa de sua obra. Um conjunto de narrativas fantásticas sobre terror e ficção científica que virou um grande mitologia. Além de Lovecraft, muitos outros autores se juntaram a ele, nomes como Robert E. Howard, Frank Belknap Long, Robert Block, Clark Ashton Smith e outros; formando um círculo o "Círculo de Lovecraft".

Embora admirado por escritores famosos da época e outros amadores; em vida não teve nenhum livro de capa dura publicado, apenas ensaios e contos curtos em revistas populares da época como a "Wreid Tales" - que posteriormente viria a ser muito reconhecida. Apenas alguns anos depois de sua morte, August Derleth e Donald Wandrei, amigos e admiradores de seu talento criaram uma editora, a "Arkham House" que começou a popularizar o autor. Mas sua grande popularidade só viria em meados da década de oitenta com RPG "Call of Cthulhu", baseado em uma de suas obras.
A História do Necronomicon - autoria H.P. Lovecraft

O título original era Al-Azif, azif era a palavra utilizada pelos árabes para designar o som noturno (produzido pelos insetos) que, se supunha, ser o uivo dos demônios. Escrito por Abdul Alhazared, um poeta louco de Sanná, no Yemen, que se supõem ter florescido durante o período dos califas Ommiade, perto de 700 A.C. Ele visitou as ruínas da Babilônia e os subterrâneos secretos de Memphis, e passou dez anos sozinho no grande deserto do sul da Arábia - o Roba El Khaliyeh ou "Espaço Vazio" dos antigos – o deserto "Dahna" ou "Crimson" dos árabes modernos, que se supõem habitado por espíritos malignos e monstros da morte. Deste deserto coisas estranhas e inacreditavelmente maravilhosas dizem esses que pretenderam penetrá-lo. Em seus últimos anos de vida Alhazred permaneceu em Damasco onde escreveu o Necronomicon (Al-Azif) e de sua morte final ou desaparecimento (738 A.C.) se cotam muitas coisas terríveis e contraditórias.

Ele é mencionado por Ebn Khallikan (biografo do século XII) conta que foi pego por um monstro invisível em plena luz do dia e devorado horrivelmente em presença de um grande número de testemunhas aterrorizadas. De sua loucura muitas coisas são ditas. Ele pretendia ter visitado a fabulosa Irem, ou Cidade dos Pilares, e haver encontrado abaixo das ruínas uma inominável cidade deserta os anais secretos de uma raça mais antiga que a humanidade. Ele era apenas um muçulmano não praticante, adorava entidades desconhecidas que ele chamava Yog-Sothoth e Cthulhu.
Em 950 A.C. o Azif, que havia circulado em secreto entre os filósofos da época, foi secretamente traduzido para o grego por Theodorus Philetas de Constantinopla com o título de Necronomicon. Durante um século e devido a sua influência provocou acontecimentos horríveis, até que foi proibido e queimado pelo patriarca Miguel. Desde então não temos mais que vagas referências do livro, mas (1228) Olaus Wormius encontra uma tradução latina posterior a Idade Média, e o texto em Latim foi impresso duas vezes – uma no século XV em letras góticas (evidentemente na Alemanha) e outrora no século XVII (provavelmente Espanha) ambas as edições existiam sem marca de identificação, e haviam sido datadas só por evidencia tipográfica. A obra (tanto latina quanto grega) foi proibida pelo Papa Gregório IX em 1232, pouco depois que sua tradução latina, fosse um poderoso foco de atenção.
O árabe original se perdeu na época de Wormius, tal como indicado no seu prefácio e nunca se viu a cópia grega (que foi impressa na Itália entre 1500 e 1550) desde que se incendiou a biblioteca de um colecionador particular de Salem em 1692. A tradução feita pelo dr. Dee nunca foi impressa, e existe apenas um fragmento recuperado do manuscrito original. Dos textos latinos agora existe um (século XV) está guardado no Museu Britânico, enquanto outra cópia (século XVII) está na Biblioteca Nacional de Paris. Uma edição do século XVII está na Widener Library em Harvard, e na Biblioteca da Universidade de Miskatonic em Arkham.

Além disto na Biblioteca da Universidade de Buenos Aires. Numerosas outras cópias provavelmente existem em segredo, e uma do século XV existe um rumor persistente que forma parte da coleção de um célebre milionário norte americano. Um rumor ainda vago acredita numa cópia do século XVI. O texto grego na família de Pickman em Salem; mas se isto foi assim preservado, isto desapareceu com o artista R.U. Pickman, que desapareceu cedo em 1926. O livro é severamente proibido pelas autoridades da maioria dos países, e por todo os ramos de organizações eclesiásticas. Sua leitura pode trazer terríveis conseqüências.
Cronologia
730 A.C Al Azif escrito em Damascus por Abdul Alhazred
950 A.C Traduzido para o grego como Necronomicon por Theodorus Philetas
1050 Queimado pelo Patriarca Miguel (i.e. texto grego) – Texto árabe é perdido.
1228 Olaus Wormius traduz do grego para o latim
1232... Edição latina (e grega). Proibida pelo Papa Gregório IX
14... Edição impressa em letras góticas (Alemanha)
15... Texto grego impresso na Itália.
16... Impressão hispânica do texto latino.
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