São Paulo - Que há uma onda de violência contra as agências bancárias não há dúvidas. Mas enquanto os bancos e o governo estadual discutem de quem é a responsabilidade, bancários e clientes correm risco de vida. A menina Priscila Aprígio está paraplégica, o vigilante Daniel Gomes morreu. Os dois são símbolos da insegurança que assola as agências bancárias e que no último dia 4 de junho atingiu também o engenheiro Carlos Augusto Abreu de Freitas, após uma tentativa de assalto.
Mas será que falta dinheiro aos banqueiros para investir em segurança? Não, não falta. Os 11 maiores bancos do país lucraram, somente no ano passado, quase R$ 26 bilhões. Mas milhares de agências não contam sequer com portas de segurança
que, apesar de incômodas, porque às vezes barram e chateiam os clientes, dificultam a ação dos assaltantes. Para piorar a situação, muitas agências não têm circuito interno de TV, outro item fundamental que afasta os bandidos, já que facilita a identificação dos marginais. Agora, graças à exigência dos sindicatos de trabalhadores, as empresas de segurança são obrigadas por lei a fornecer colete à prova de balas para seus vigilantes.
Mais que números - Assim, por culpa dos donos de bancos, que não se preocupam com a segurança dos seus clientes nem de seus funcionários, ir a uma agência bancária em São Paulo está se tornando a cada dia um risco maior. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) o número de assaltos a bancos entre 2004 e 2006 subiu de 487 para 1.053, um crescimento de 116%. Esse dado, no entanto, pode ser ainda maior já que, muitas vezes, os bancos sequer registram a ocorrência de assalto. A SSP, órgão do governo estadual, foi obrigado a rever seus números, que registravam menos da metade dos dados divulgados pela própria federação dos bancos e pela Polícia Civil. “Os bancos, por sua vez, não notificam assaltos para não chamar a atenção da mídia para o faroeste que se tomou conta das agências bancárias em São Paulo”, denuncia o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino.
Rio de Janeiro - Por incrível que pareça, a cidade do Rio de Janeiro, assolada há tempos pela violência do tráfico de drogas, registra menos assaltos a agências bancárias que a Grande São Paulo. A razão para isso é simples: praticamente todas as agências da cidade contam com portas de segurança já na calçada, que protegem inclusive os caixas eletrônicos. Em São Paulo não pode ser diferente.
EXTRAÍDO DO JORAL DO SINDICATO DOS BANCÁRIOS : http://www.spbancarios.com.br/noticia.asp?c=5129
Isso tudo me faz lembrar aquela famosa frase : Pra quê facilitar se a gente pode complicar ...
Infelizmente existe aquela postura autoconfiante que a desgraça do vizinho não vai acontecer com ele. Não sei se é cultural, se é arrogância ou simples burrice!
O que importa é que o brasilieiro tem sim essa postura. Não usa cinto de segurança, não usa camisinha, acelera na chuva, dirige bêbado... enfim, faz tudo o que lhe pedem para não fazer, incluindo ir contra o bem público e critica medidas de segurança e ordem pública como as portas giratórias nos bancos.
A constante intransigência do "Ah, deixa pra lá" é uma máxima brasileira. Quando você fala : "Ei, é perigoso! Não faça isso", já ouve um "Até parece!" ...
Daí quando acontece um caso como esse, comenta : "Ah, coitado" ... e continua fazendo tudo errado ao invés de aprender com o erro. Acho que é isso, uma despreocupação, um descompromisso com a vida que faz com que as pessoas não dêem valor a ela. Ou simplesmente uma incapacidade de aprender!
Por mais que existam as grandes metrópoles, por mais que as cidades cresçam, a cultura brasileira ainda é interiorana, ainda é baseada na cultura campestre.
Temos o exemplo recente do rapaz que roubou uma ambulância para levar a esposa para o hospital. O motorista da ambulância se recusou a levar a esposa do rapaz ao hospital, o rapaz então resolveu roubar a ambulância... o motorista chamou a polícia, mas não explicou o motivo do roubo! A polícia parou o cidadão, como se o cara fosse um bandido qualquer! Na delegacia quando o rapaz finalmente explicou a situação, o próprio prefeito se revoltou com a situação... mas é assim, até ouvirem a verdade, agem como se todos fossem culpados, quando no Brasil existe uma coisa chamada princípio da inocência, como disse o nosso amigo acima.
Quer dizer, a pessoa precisa passar por tudo isso para conseguir ir para o hospital em uma emergência! Um direito! Cadê esse motorista filho da mãe que não quis cumprir seu dever?
Quem procura acha...
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