Quem procura acha...

quinta-feira, 29 de julho de 2004

Na prática Marketing é isso aqui:

1. Você vê um cara numa festa.
Você vai até ele e diz: "Eu sou muito boa de cama."
Isto é Marketing Direto.
2. Você está numa festa com um grupo de amigas e vê um cara.
Uma delas vai até ele e, apontando para você, ela diz: "Ela é fantástica na cama!".
Isto é Publicidade.
3. Você vê um cara numa festa.
Você vai até ele e consegue o seu telefone.
Você liga no dia seguinte e diz: "Oi! Eu sou ótima de cama!".
Isto é Telemarketing.
4. Você vê um cara numa festa.
Você se levanta, ajeita o vestido, vai até ele e diz: "Com licença." E ajeita a gravata dele, roçando de leve no seu braço e conclui: "A propósito, eu sou muito boa de cama".
Isto é Relações Públicas.
5. Você está numa festa.
Um cara se aproxima de você e diz: "Me disseram que você é maravilhosa na cama."
Isto é Reconhecimento de Marca.
 6. Você está numa festa e vê um cara.
Você o convence a ir para cama com sua melhor amiga.
Isto é Representação de Vendas.
7. Sua amiga não o satisfaz e ele liga para você.
Isto é Suporte Técnico.
8. Você está indo a uma festa quando se dá conta de que poderia haver um monte de caras em cada uma das casas pelas quais você está passando.
Você então sai do carro, e do meio da rua grita bem alto:
"EU SOU FANTÁSTICA NA CAMA!".
Não faça isso: Isto é Spam.

Máscara

Diga quem você é
Me diga
Me fale sobre a sua estrada
Me conte sobre a sua vida
Tira a máscara que cobre o seu rosto
Se mostre e eu descubro se eu gosto
Do seu verdadeiro jeito de ser
Ninguém merece ser só mais um bonitinho
Nem transparecer consciente, inconseqüente
Sem se preocupar em ser adulto ou criança

O importante é ser você
Mesmo que seja estranho
Seja você
Mesmo que seja bizarro, bizarro, bizarro
Mesmo que seja estranho
Seja você
Mesmo que seja...

Meu cabelo não é igual a sua roupa
Não é igual ao meu tamanho
Não é igual ao seu caráter
Não é igual

Can I had enough of it
But I don´t care
I had enough of it
But I don´t care
I had enough of it
But I don´t careI had enough
But I don´t care

E o importante é ser você
Mesmo que seja estranho
Seja você
Memo que seja bizarro, bizarro, bizarro...

Hoje é engraçado. Antes era um pavor



Por Mário André Monteiro
Não adianta: todo mundo tem ou já teve um trauma de infância. Nem que seja um traumazinho, daqueles que você nem precisa ir à terapia para tratar as sequelas.
Entre estes mais lights, estão as historinhas que apavoraram praticamente toda uma geração e que têm três fontes principais: as lendas urbanas (aquela que seu amigo jurou que aconteceu com o amigo do amigo dele e você ficou sem dormir três dias de medo), a TV (quem tem o palhaço Bozo, Papai Papudo, Vovó Mafalda, Fofão e Cuca como entretenimento infantil, e não precisa de mais nada para ficar traumatizado) e a própria família (porque sempre vai ter um tio que conta histórias escabrozas ou uma avó que fala que alguém vai vir do inferno puxar seu pé se você brincar com fogo). Como tudo isso é tão comum quanto engraçado (hoje em dia, claro) vale fazer uma pequena enquete de traumas.
Olha nossos parentes aí...
“Eu ficava brincando até tarde na rua, e nunca queria voltar para casa. Aí minha vó falava que se eu não entrasse o homem da capa preta vinha me pegar”. A estudante Taís Mariane Ramos passou por noites horríveis e intermináveis quando criança, imaginando o homem da capa preta vindo atrás dela. E o pior é que a tática da sua vó dava certo, porque ela sempre entrava morrendo de medo. As suas amigas também eram vítimas dessa história.
Palhaços assassinos?
O palahaço, que em tese é uma figura para animar a garotada, desperta, não se sabe por que, um verdadeiro terror em muitas crianças. Beatriz Ribeiro tenta explicar, em seu caso, o porquê desse assombro: “Eu odiava palhaços. Simplesmente eles me passavam a imagem mais deprimente do que um ser humano poderia atingir. Eu achava que, se alguém não desse certo na vida, acabaria virando palhaço”.
É um tanto quanto engraçado esse sentimento mórbido com relação aos palhaços, que foram criados para animar e entreter as crianças, mas que acabaram virando sinônimo de terror. Muitos filmes, inclusive, transformaram a figura do palhaço em um monstro aniquilador. Um dos mais famosos é o palhaço IT.
“Provavelmente, aquelas crianças que riam deles, seriam comidas no jantar, ou degoladas dentro do armário. Por isso eu nunca ria, nem chegava muito perto de um palhaço”, completa Beatriz.



A vovó que não tinha nada de vovó
Quando você vê uma coisa e descobre que essa coisa não é nada daquilo que você imaginava, causa uma tremenda confusão, certo? Imaginem só para uma pequena criança. “Essa história de descobrir que a Vovó Mafalda era homem é terrível, e para mim ainda mais, porque eu descobri ao vivo”, conta Felipe Godói, que não acreditou quando ficou sabendo que a simpática Vovó Mafalda era, na verdade, um homem.
“Eu e meu irmão gêmeo estávamos em um aeroporto com meus pais, quando eles apontaram para um cara e disseram: ‘olha lá, vocês conhecem aquele senhor’. Eu nunca tinha visto mais gordo. Meus pais nos levaram até lá, começaram a conversar com o cara e de repente ele fez a voz da Vovó Mafalda! Que susto! Foi uma imensa surpresa, traumática, aliás. Nunca esqueci”.
Traumas estranhos. Será?
O que representa um caminhão de lixo para você? Trabalho árduo, pesado e honesto. Os lixeiros suam suas camisas para deixar nossa cidade sempre limpinha. Mas nem todos tinham essa visão. Ainda no auge dos seus 5 anos de idade, Théo Corelli simplesmente tremia nas bases quando o caminhão de lixo se aproximava.
“Os caras eram sinistros, de luva, correndo pra lá e pra cá, carregando saco preto. Eu achava que eles levavam criancinhas dentro dos sacos”. E para piorar a situação traumática, um vizinho de Théo pegou ele e ameaçou jogá-lo dentro do caminhão. Ô coitado.
E quando você descobre o que não devia? Ou o que não poderia (pelo menos naquele momento)?
Ricardo Freitas, vulgo Macarrão, quase bombou em estudos sociais uma vez na escola, porque pintou os estados brasileiros com cores nada a ver, diferentes das pedidas pela professora. “Era para usar tipo azul, e usei roxo, verde escuro, e usei marrom, rosa, e usei cinza, vermelho, e usei laranja, amarelo, e usei verde claro. E assim vai”, conclui Macarrão. Foi aí que o coitado descobriu que era daltônico. E bota trauma nisso.
Coca-Cola com ossos
“Uma das lendas urbanas recorrentes da minha infância era a de que alguém, em algum lugar, tinha encontrado em sua garrafa de Coca-Cola os ossos de um operário, morto porque caiu no suposto caldeirão de preparo”. Esse foi o grande pesadelo que assombrava a cabeça de Paulo Migliacci.
E ele completa: “O trauma era duplo, porque de um lado o medão de achar ossos na garrafa de Coca-Cola, e de outro a compulsão de contrariar as ordens maternas e comprar Coca, segurando a garrafa contra a luz à procura de traços de ossos. E aí beber assim mesmo”.
Traumas em comum
Entre os traumas típicos, vale fazer uma epquena retrospectiva:
- A música do plantão da Rede Globo. Realmente é assustadora;
- Engasgar com a bala Soft e achar que vai morrer;
- Achar que dentro do boneco do Fofão havia uma faca ensangüentada e uma série de artefatos de magia negra, e que ele tinha pacto com o diabo;
- A aterrorizante Loira do Banheiro;
- Descobrir que o Papai Noel é seu tio ou seu pai;
- Aquela voz sinistra que dizia, no final do programa do Sílvio Santos: "e um dia poderemos nos encontrar, e eu te chamarei de meu filho”, com a imagem de Cristo;
- Nunca ter visto a cara da Babá dos Muppets Babies;
- Esperar toda a vida pelo último episódio de Caverna do Dragão e descobrir que ele não existe.

quarta-feira, 28 de julho de 2004

POEMA EM LINHA RETA

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Álvaro de Campos

quinta-feira, 1 de julho de 2004

Eternamente responsável?

- Les hommes ont oublié cette vérité, dit le renard. Mais tu ne dois pas l'oublier. Tu deviens responsable pour toujours de ce que tu apprivoisé. Tu es responsable de ta rose...
- Je suis responsable de ma rose... répéta le petit prince, afin de se souvenir.