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sexta-feira, 25 de junho de 2004

O filho pródigo

"Quando um dia a voz lhe chamar,
para o mundo conhecer,
terás caminhos, destinos cruéis,
e as lições terás que aprender.

Quando a porta para ti se fechar,
diante do novo irás perecer,
e as decisões que terás que tomar,
não adianta se esconder...

Como um castelo de cartas marcadas
pelo sentimento de desilusão.
Como o conflito que nasce calado
e silencioso no seu coração.
E se espalha...
te domina...
te consome...

Novamente a voz falará:
Não é isso que te satisfaz!
Outros caminhos irás seguir,
e aos teus abandonarás,
seguindo seu rumo em busca de alguém.

Quando a voz então se calar,
nas estradas caminhos pro Sol.
Finalmente uma luz brilhará,
muita gente irás conhecer.

Como a ave que vôa bem alto,
sem saber ao certo sua direção.
Como o filho que volta pra casa,
e o pai lhe recebe lhe dizendo não.
Como alguém que tomado de inveja,
é até capaz de matar um irmão.
E se espalha...
te domina...
te consome...

Luxúria, alma, fogo e dor.
Caminhos diversos para Canaã.
Bem vindo ao lar...
Bem vindo ao lar...
E essas flores que trago na mão,
serão usadas no dia do adeus."

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